unreal


eu não tenho nenhuma razão pra ficar triste. estou repetindo essa frase pra mim mesma. nesse momento sinto-me extremamente triste e confusa.

é como se ninguém me entendesse, eu sei q de certa forma eu não me abro pra ninguem. mas pras pessoas me chamarem de imatura é muito fácil. é muito ridículo. fico pensando qual é o tipo de pessoa que em pleno sábado a noite fica em casa desse jeito escrevendo num blog pensando que pelo menos assim tem algo de útil pra fazer. então me conforto respondendo pra mim mesma: o tipo de pessoa q tem semana de prova pra enfrentar e era pra estar dormindo pra amanhã acordar cedo e estudar. que monótono e fatídico. inexorável. e que desculpa mais enfadonha.

preciso ser mais fria com certas coisas q ocorrem na minha vida. talvez eu seja a pessoa mais folgada prepotente mimada do mundo, ou talvez essa noite eu seja apenas uma garota carente precisando daquele abraço.
mas ao mesmo tempo sinto raiva por precisar tanto desse abraço. esse abarço que não está nem aí e que faz tanto descaso comigo. que não responde minhas perguntas e não presta atenção, que parece ter medo de um carinho e de um afeto. que parece que tem medo de mim.
"Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia Sempre inadeqüada pra situação...Tinha que engravidar, criar, envelhercer, morrer... como todos esperavam Tinha que renunciar, agradar, obedecer, vencer... como todos desejavam"

é tão ruim sentir-se assim. um objeto, sem valor e totalmente substituível e destrutível. Outra vez, meus olhos devem me denunciar...
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blue and yellow



ia postar outra imagem, mas esta representa perfeitamente o que sinto hoje: o amor é como música ao longe, no início não sabemos identificar o que é mas quando descobrimos do que se trata a certeza aflora dentro de nosso peito e o sentimento torna-se forte e certo gradativamente assim como o aproximar de uma música ao longe. adaptado de Érico Veríssimo.

esses sentimentos pertencem a parte colorida de minha vida.
não gosto de lembrar da parte cinza, mas ela existe, de fato, e meu principal objetivo é minimizá-la.
é extremamente insuportável ter inúmeras coisas ao meu redor que me lembre a parte cinza como: objetos, roupas, cheiros, lugares, situações... penso que é praticamente impossível esquecer ou não assimilar... então a estratégia deve ser outra: acostumar, pensar q aquilo aconteceu, numa época diferente e agora não existe mais. quando isso me ocorre na cabeça, eu sentia tristeza algumas semanas atrás, hj sinto raiva. bom isso é uma superação, mas não é total, é sinal que eu ainda dou importancia desnecessária pra isso, chegarei ao meu objetivo de superação total quando tudo isso pra mim for sinonimo de indiferença. mas isso é só com o tempo né? calma e paciência são duas virtudes que eu não tenho.
"As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!"
honestamente acho que a parte colorida da minha vida faz parte de um delírio meu, não é possivel. é perfeitamente perfeito pra ser verdade. "como que pode criatura de Deus?"

"Little sister can't you find another way
No more living life behind a shadow "
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Pain


o que é pior: a dor externa ou a dor interna? ou as duas juntas?
uma verdade mal contada ou uma mentira deslavada?
é mto dificil enxergar a verdade no meio de um circo de ilusionismo... mas quando ela é encontrada é como se o colorido ficasse cinza, e tudo fosse desmanchado.
o que é pior: inventar uma mentira ou acreditar nela? em anos.... nunca me senti tão perdida.
é como se o mundo estivesse diferente. é como se todos fossem ruins. às vezes tenho a impressão que estou louca ensandecida e tudo o que eu vivo é uma ilusão, e todas as pessoas ao meu redor fossem mentirosas e falsas. sinto-me fora da realidade.
"o problema é do tamanho da dimensão que é dada pra ele" que frase mais clichê e mentirosa!
mtos me criticam, pensam que eu exagero. estou paranóica, obssessiva, compulsiva. is there a light?
paralelamente a tudo isso algo incrivelmente maravilhoso acontece. será mais uma ilusão? será que eu estou doida de vez? ou será que eu sonhei tudo isso? another night, waiting for someone to take me home, have you ever been so lost?
preciso melhorar. perdi a fome. perco a atenção. perco o foco.
estou adoecendo nessa doença chamada paranóia.
alguém conhece algum remédio?
calmantes? antidepressivos? sedativos? remédio pra acalmar, pra dormir, pra desestressar, pra sorrir, pra viver???
hoje em dia cobramos muito a praticidade devido a efemeridade das coisas. definitivamente: as coisas acontecem muito rápido.
será que no fim, eu vou conseguir? seguir a diante? se eu pudesse, formatava determinadas lembranças do meu cérebro.
mas isso não é possível. portanto terei que arrumar outra solução.
nossa odeio solidão de sexta feira a noite.

"everybody hurts sometimes"
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Limpando o guarda roupa


assim como diz uma musica do capital inicial: os velhos olhos vermelhos voltaram de vez, no entanto acordei mais animada hoje. existe uma expressão americana que é "cleanin out my closet" que a tradução ao pé da letra é limpando o guarda roupa, mas não significa bem isso... significa resolver determinadas pendências. e andei fazendo isso na madrugada de ontem. todos os fins de semana de sexta pra sabado e de sabado pra domingo vem sendo uma choradeira... e ontem no meio da madrugada decidi mandar um e-mail de desculpas pra uma pessoa q foi muito especial pra mim, mas q eu errei mto com ela. além de ter excluído da minha vida fiz uma lista de atos falhos que, sinceramente, se ele responder meu email será uma baita surpresa.. mas me sinto mais aliviada. precisava que ele soubesse de pelo menos uma parte do arrependimento q eu tive de ter lhe causado tantos danos. sei q palavras jamais expressarão sentimentos. mas pensava nisso todos os dias a noite antes de dormir.
e além disso, voltando a limpeza, desculpei outro amigo meu que tinha sido um pouco egoísta em "esquecer" da minha formatura no ano passado. sei q ele tinha os motivos dele. e a propósito meu ódio por ele é sempre efêmero. sempre amarei-o mesmo que seja de longe.
"Sentir tudo de todas as maneiras,Viver tudo de todos os lados,Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo."
(Passagem das horas, Fernando Pessoa)

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Capítulo 1: Coragem

definitivamente: a vida de uma pessoa não é pra ser vivida em função de outra. quem nunca amou na vida? quem nunca fez insanidades por amor? quem nunca acreditou numa mentira sabendo que não era verdade?
passei 1 ano e 9 meses de minha vida fora da realidade. me tornei algo muito pior do que sempre fui: mais sórdida.
foi um relacionamento muito difícil pra mim. tudo era novo desde as maravilhas às loucuras.

na separação dos bens ele ficou com tudo. tudo oq? material ou psicológico? os dois! fiz questão de prepará-lo para o fim, mas esqueci de me preparar. falava a mim mesma que seria fácil, que era só pensar na pessoa repugnante que ele foi e em como ele tinha desgraçado a minha vida que eu superaria.
era como se fosse uma receita de bolo. a propósito costumo lidar com minha vida como se td fosse previsivel. assim me iludo, crio falsas expectativas, e coisas q não existem dentro de minha cabeça maluca.
qual a parte mais dificil do término de um relacionamento? sofrimento? dor? tristeza? vazio? raiva? solidão? tudo junto?
já pensei em tudo, desde a morar em outro país até o suicídio. tudo o q fosse preciso pra acabar com isso...
é uma pena que não posso desfrutar do efeito placebo... essa é a desvantagem de pensar muito.
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
(Tabacaria, Álvaro de Campos)
sempre resta uma esperança no fim do túnel
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