unreal


eu não tenho nenhuma razão pra ficar triste. estou repetindo essa frase pra mim mesma. nesse momento sinto-me extremamente triste e confusa.

é como se ninguém me entendesse, eu sei q de certa forma eu não me abro pra ninguem. mas pras pessoas me chamarem de imatura é muito fácil. é muito ridículo. fico pensando qual é o tipo de pessoa que em pleno sábado a noite fica em casa desse jeito escrevendo num blog pensando que pelo menos assim tem algo de útil pra fazer. então me conforto respondendo pra mim mesma: o tipo de pessoa q tem semana de prova pra enfrentar e era pra estar dormindo pra amanhã acordar cedo e estudar. que monótono e fatídico. inexorável. e que desculpa mais enfadonha.

preciso ser mais fria com certas coisas q ocorrem na minha vida. talvez eu seja a pessoa mais folgada prepotente mimada do mundo, ou talvez essa noite eu seja apenas uma garota carente precisando daquele abraço.
mas ao mesmo tempo sinto raiva por precisar tanto desse abraço. esse abarço que não está nem aí e que faz tanto descaso comigo. que não responde minhas perguntas e não presta atenção, que parece ter medo de um carinho e de um afeto. que parece que tem medo de mim.
"Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia Sempre inadeqüada pra situação...Tinha que engravidar, criar, envelhercer, morrer... como todos esperavam Tinha que renunciar, agradar, obedecer, vencer... como todos desejavam"

é tão ruim sentir-se assim. um objeto, sem valor e totalmente substituível e destrutível. Outra vez, meus olhos devem me denunciar...
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